Sabia que o RN é forte na fruticultura do estado? As condições climáticas favorecem a plantação de mamão, melão, banana, melancia, manga, abacaxi e castanha de caju. Atualmente, a produção de frutas frescas para o mercado externo no semiárido potiguar é uma das atividades mais dinâmicas do Estado e merece realce na expansão do agronegócio brasileiro.
O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de frutas tropicais irrigadas do Brasil e o principal produtor e exportador de melão. Boa parte se encontra no polo Assú-Mossoró.
Por falar na região Oeste do RN, o Vale do Assú, a região de Mossoró e a Chapada do Apodi possuem grandes extensões de terras férteis, além de muita água no subsolo e em reservatórios como as barragens de Assu e Santa Cruz. Só a Barragem de Santa Cruz, considerado um dos principais reservatórios do Rio Grande do Norte, tem capacidade para 600 milhões de metros cúbicos de água.
De 5,266 milhões de toneladas colhidas no País, em 2022, cerca de 775,4 mil toneladas foram extraídas do solo potiguar em 2022.
Mas, quando surgiu a fruticultura no estado do RN?
Tudo começou nos anos 60, quando uma região na zona Rural de Mossoró, a 30 km do centro resolveu fazer uma fábrica de polpa de frutas. Assim, surgiu a Mossoró Agroindustrial S.A. (MAISA), que virou referência na agropecuária potiguar.
No início da década de 80, os empresários abandonam o cultivo de caju e a criação de gado. Além disso, passaram a investir na produção de melão. Em 1982, exportaram pela primeira vez e foi o sucesso.
Já nos anos 90, a empresa que começou cultivando caju e criando gado, se tornou referência em pesquisas com frutas ao implantar um sistema moderno de irrigação, inspirado em projetos desenvolvidos em Israel. O semiárido potiguar era um terreno extremamente fértil para a agricultura irrigada, contradição descoberta pelos técnicos da Maísa. Graças a empresa, o RN avançou no plantio do melão, responsável por 80% de toda produção potiguar.
Entretanto, em 2001, a indústria sucumbiu, afundando em dívidas que superavam seu valor. No auge, empregou 16 agrônomos, que compraram terras da antiga Maísa ou montaram novas empresas no mesmo ramo quando a empresa fechou as portas.

